«Quis vir Aquele que podia contentar-se em nos socorrer» - Textos de Julián Carrón

«Quis vir Aquele que podia contentar-se em nos socorrer»

Julián Carrón Tracce - Litterae Communionis

14/12/2016 - A Pagina Uno de Tracce - dezembro 2016

Notas da Síntese conclusiva de Julián Carrón nos Exercícios espirituais para sacerdotes propostos por Comunhão e Libertação. Pacengo del Garda (Verona), 26 de outubro de 2016

Quanto mais o tempo passa, mais me dou conta do quanto é verdade aquilo que Dom Giussani afirma sobre o alcance das circunstâncias: estas não são algo secundário, mas sim essencial para entendermos – podemos dizer de forma sintética – a natureza do cristianismo (cfr. L. Giussani, O homem e o seu destino, Marietti 1820, Gênova 1999, p. 63).
Trata-se de uma percepção que encontramos nas pessoas mais conscientes do que está acontecendo. Alguém citava, recentemente, um famoso texto de Joseph Ratzinger, escrito nos Anos Sessenta, sobre o fenômeno do ateísmo, que ele encarava como um apelo aos cristãos para viverem uma fé mais consciente: “Em relação aos pagãos modernos, o cristão deve saber que a salvação deles se esconde na graça de Deus, da qual também depende, inclusive, a sua salvação; ele deve saber que, no que diz respeito à possível salvação deles, não se pode dispensar da seriedade da sua própria existência de fé, aliás, que a falta de fé deles deve impulsioná-los a uma fé mais plena, pois sabe-se envolvido na função de representação de Jesus Cristo, da qual depende a salvação do mundo e não apenas a dos cristãos” (J. Ratzinger, “I nuovi pagani e la Chiesa”, in Il nuovo popolo di Dio. Questioni ecclesiologiche, Queriniana, Brescia 1992, p. 362). [...]

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